
Já estou cansada de ser a palhaça da história. A partir de agora o circo está fechado, e meu coração também. Desfaçam o circo, e levem-o pra bem longe de mim, por que palhaça eu não vou ser mais. Cansei de ser brinquedo para muitas pessoas, a partir de agora vou começar a brincar. A mágoas estão me deixando fria, como um iceberg, frio e profundo. Cansei de fingir ser simpática com quem realmente não merece. A sociedade não consegue se satisfazer com esse meu jeito, estranho. Então, a partir de agora, que foda-se a sociedade, eu vou agir da forma com qual eu me sinta bem consigo mesma. Por que minha vida não é brinquedo, não é circo, pra você entrar nela pagando apenas 2,00 reais do ingresso e depois sai como se tivesse acontecido nada. Agora vou passar a ser leão, selvagem, vou me defender até o fim. Eu era tão doce, tampouco a vida me tornou assim, esse poço de frieza e amargura. Agora vou passar a ignorar, vou passar a defender-me do modo que eu bem entender, pode vir meia dúzia, ou até uma dúzia de pessoas querendo me derrubar, mas me desculpa, dessa vez não, eu estou bem armada, com a melhor armadura que encontrei no fundo do meu porão, no fundo de meu coração. Preciso aprender a praticar o desapego, desafeto, sentimental e físico, por que se não depender de mim, as coisas nunca irão melhorar aqui, se não depender de mim eu vou sempre ser mais um “tanto faz” nessa vida medíocre. Então vamos fazer assim, se acostumar, enquanto penso em alguma coisa para que essa situação possa melhorar, por que, já não aguento mais tanta insensatez. Hora de agir, fechar as cortinas, por que a partir de agora, o espetáculo acabou. (cuidar-me)

Entra na minha vida, faz o que quer, bagunça ela por completo, e ainda sai dela sem mais nem menos? Ah, me desculpe moço, mas você deve-me desculpas. E como já você não basta, as pessoas vêm, me usam e saem da minha vida, sem dar nenhum “tchau”. Isso dói. Resolvi cuidar-me mais. É quer saber? Cansei de ser idiota. A partir de agora, vou me trancar a sete chaves, para que ninguém consiga entrar em minha vida e me magoar. Vou deixar de ser tola, deixar de magoar a mim mesma, deixar que os outros me magoem. Mas já que eles querem assim, vou usar então o seguinte ditado “O feitiço virou contra o feiticeiro”. Agora eu quero ver, quero ver alguém me magoar sem ser magoado. Agora tudo vai ter seu troco. Não vou deixar as coisas passarem em branco. Quer me fazer sofrer? Certo, mas saiba que eu não irei sofrer sozinha. Ta na hora de eu me manter firme e forte, ta na hora de eu acabar com essa ingenuidade que há dentro de mim. Cansei de ter pena dos outros. Chegou a hora da vingança. É, isso mesmo. Vingança! Vou deixar crescer um pouco de amargura dentro de mim, pois ser boazinha é cansativo e muito doloroso. Estou cansada de ser pisoteada e destruída por pessoas insignificantes, estou farta dessa merda de vida. Essa rotina de mesmice onde eu sempre sou a mocinha que sai ferida me cansou. Agora serei diferente, eu estarei no poder da vingança. Não que eu tivesse desejado ser assim, mas o que você me fez, mudou completamente o meu jeito de ver as coisas. As mágoas nos tornam mais fortes, porém mais sábios. Aprendi muito com o tempo doloroso no qual permaneci sozinha e sofrendo sem que ninguém me cedesse qualquer tipo de ajuda. Isolei-me, não quis ver ou ouvir ninguém, fiquei apenas ali, sofrendo em silêncio. E quando finalmente consegui me recompor, juntar tudo que consegui aprender com aquele sofrimento, me levantei. Reergui-me daquele chão, me tornei superior. Comecei a ter forças para passar sorrindo do lado de quem mais me fez chorar. Ser magoada será inevitável, mas só depende de você levar os aprendizados que ela lhe trás. Thays, Letícia e Vitória (r-otulados)

Cansei. Cansei disso tudo, cansei dessa vida medíocre, dessa sociedade hipócrita. Cansei de ser tratada como um lixo pelas pessoas, cansei de ser ignorada do jeito que me ignoram. Cansei de esperar, por quem nunca irá voltar. Cansei de ser pisada, de ser maltratada. A partir de agora terei de agir de forma contrária, por que se continuar assim, de mim só vai restar o corpo. Vou começar a agir de forma fria, gélida, vou me transformar em uma geleira. Cansei de tanta falsidade ao meu redor, de tanta gente que não me entende. Cansei da falta de atenção ao meu redor. Cansei de dar minha opinião e ninguém escutar. Cansei dessa sociedade tão mesquinha, fresca, oportunista. Cansei de fingir não me importar, de forçar sorrisos, cansei de criar expectativas falsas para mim mesma, cansei de meus medos bobos, cansei do clichê, cansei de tal de meio termo. Cansei de gritar por dentro e dar apenas um sorrisinho sínico por fora. Cansei de ser idiota, cansei de amar um idiota. Cansei de ser invisível nessa tal dessa sociedade. E no meio disso tudo, eu digo e afirmo “Eu sou forte”. Por te aguentando tanto tempo isso assim. Não aguento mais isso. Mas mesmo cansada de tudo isso, de toda essa hipocrisia eu preciso continuar aqui, firme e forte, como sempre, apenas preciso armar minha armadura pra quem tentar me derrubar. Pois saibam que, dessa vez vocês não conseguirão, por que eu voltei, e agora com a maior força possível. (lovedoesnotsuffer)

Ah, a infância, recordo-me bem dela. Foi a melhor fase de minha vida, sempre será… Lembro-me dos dias em que chegava em casa chorando por que a coleguinha havia me batido. Lembro-me dos meus joelhos ralados, daquela dor insuportável. Lembro-me que saia gritando, chorando por causa de minhas feridas. Lembro-me dos meu esperneies. Lembro-me de minhas quedas, ah, como não lembrar? Lembro-me da peste que fui, admito mesmo, não era uma criança quietinha. Lembro-me que me lambuzava toda nas festas de aniversário, como se aquele fosse o último dia. Lembro-me de meu presente de aniversário, uma linda boneca, com cabelo dourados. Lembro-me das histórias que mamãe contava-me, não para dormir, sim para passar o tempo. Lembro-me do meu paninho, do qual eu nunca dormia sem. Relembro-me dos medos que eu tinha, eu tinha meus traumas, vivia minha vida numa boa, eu me considerava feliz naquele época, eu sou feliz, mas naquele tempo eu era o tempo todo. Eu nunca vou me arrepender de ter vivido minha infância dessa maneira. Tenho certeza disso. É, eu realmente sinto muita falta. Ah, agora me lembrei de uma bobagem, quando pequena eu queria crescer, por que eu achava que seria algo bem legal. E hoje eu me arrependo de um dia ter pensado nisso. (lovedoesnotsuffer)

Para você que tenta me entender, eu só digo uma coisa: Amigo, nem eu mesma me entendo e você entra na minha vida já querendo me entender? Desculpa, mas ta aí uma coisa impossível. Eu não faço do tipo mocinha certinha, aliás toda moça certinha tem seu lado safado. Eu sou ao contrário, isso mesmo, ao contrário, você fala um coisa, eu discordo, falo outra. Eu sou chata, não sempre, mas na maioria das vezes, ou seja em 99% das vezes. Eu não sou patricinha, que passa horas na frente do espelho se arrumando e “nhem nhem nhem”. Eu gosto de pessoas pelo o qual eu posso confiar, pessoas que me transmitam paz, que me transmitam a confiança. Sou estranha, ajo de forma estranha. E sabe de uma coisa? Eu me considero feliz. Eu sei a hora de brincar e a hora de ser séria, o problema é que não consigo ser séria. Eu sou super atrapalhada, super desastrada. Sou complicada de ser decifrada, um quebra-cabeças. Sou animada, alto-astral, mas também não sou de ferro né? Sou fria, mas só sabendo do meu passado pra entender. Então se quiser me conhecer, só desejo boa sorte para você. (lovedoesnotsuffer)

Você entrou na minha vida, bagunçou todos os meus sentimentos e depois saiu dela. Você me magoou e me deixou imersa em lágrimas e decepções. Mas tudo bem, vou fazer como sempre, sorrir e falar que “eu supero”. Falsamente, mas ninguém perceberá. Tolos. Deixaram-me enganá-los mais uma vez com esse meu sorriso hipócrita. Ah, tanto faz, eu sou forte, eu me curo, eu aprendo, de queda em queda, eu aprendo. Afinal, a vida é assim, não é? Uma coleção de desilusões e desenganos. E o nosso objetivo aqui é procurar sobreviver a todos os deslizes com um sorriso no rosto. Fingir que está tudo bem por fora enquanto estou me auto-destruindo por dentro faz parte. Minha rotina se resume em vestir uma fantasia de felicidade de manhã, e só tirá-la antes de dormir. É nessas horas, quando tiro minha fantasia, que a tristeza me transborda, e cai de mim em forma de pequenas gotinhas de esperança de que um dia tudo melhore. A cada lágrima, essa esperança vai se desfazendo cada vez mais do meu corpo, mas enxugá-las, sorrir e gracejar já é um hábito. Este hábito, tão estranho. Eu mesma deveria me dar um pouco de valor, por que quem iria além de mim? Ninguém. Eu sofro, borro minha maquiagem, mas mesmo assim, a esperança continua. E eu tento, mas eu não consigo parar de sofrer. Preciso falar comigo mesma. Acho que vou olhar para um espelho e dizer “Ei, menina, ou o que tenha aí dentro, acorda. Não vai ser qualquer um, que vai entrar na sua vida e te fazer ficar assim.” Não posso mais continuar assim. Me sinto inconfortável com tudo. Alguma coisa me incomoda, e preciso colocar para fora, tudo que me faz ficar assim. Não pense que não doí, nem machuca, ao contrário. Doí muito, parece até que dentro de mim, tem uma pessoa, que me mata por dentro. Mas e aí, onde fico em toda está situação? Em lugar algum, na rua do sofrimento, no bairro da tortura. E meu valor? Onde está? Perdido? Nunca tido? Na verdade, não importa. Ninguém se importa. Nada importa. Anna, Larissa e Thays - Ancoradas

“Ele amava ela, ela amava ele, mas ele não sabia que ela o amava, e ela não sabia que ele o amava.
França — Relatos de Letícia — 19 de janeiro de 1988.
Esta chovendo muito forte, chega até a dar medo, está relampeando, trovejando. E todos os dia olhava aquele rosto angelical pela tela do meu computador. Eu estou aqui num canto escuro de meu quarto, eu conversava com minha melhor amiga, ela me entendia, mas não muito:
“Eu me lembro muito bem, foi em uma cafeteria que a gente se conheceu. O Rafael foi uma das pessoas que eu nunca vou me arrepender de ter conhecido, ele fez meu coração bater cada vez mais forte, você sabe né? Aquele romance passageiro que a gente teve mexeu muito comigo. Eu tenho o número dele até, mas quando eu escuto o “Tuuu” do telefone, sinto uma vontade imensa de deligar. Vai que ele não sabe quem eu sou. Ele já deve ter me esquecido. Ele fica a mais de 1.400 km de mim. Como pode se lembrar? Mas tudo bem, tudo que resta para mim é superar.”
Roma — Relatos de Rafael — 23 de janeiro de 1988.
Eu estava conversando com um amigo meu, mas ele não entendia como eu poderia amar alguém tão distante de mim. Eu falava para ele:
“Conhecer a Letícia foi a coisa mas bonita que aconteceu na minha vida. Ela esta muito longe de mim mas é impossível esquece-la, coisa que ela já deve ter feito isso a muito tempo, mas eu não consigo, é algo mais forte, eu tenho até seu telefone. Já liguei várias vezes até, mas meu coração acelera ao ouvir aquela voz doce falando “Alô”. E daí eu desligo. Meu coração aperta por eu não poder mais ver ela, mas eu tenho várias fotos do dia em que a gente foi ao Parque, com certeza o melhor dia da minha vida. Mas tudo bem, eu preciso superar, por que esperar ta difícil.”
E eles continuaram assim com suas dúvidas, sabendo que estavam apenas perdendo tempo, e com distância infeliz, que acaba os deixando cada vez mais afastados, e causando um buraco no coração daqueles pobres jovens apaixonados.” (lovedoesnotsuffer)